A música “Mon Amour” nasceu do amor. Mas não de um amor idealizado, e sim de um amor real, vivido, presente. Foi composta por mim, Walder Wolf, para meu companheiro Daniel Castilho, mas também para todas as pessoas que amam alguém e sonham em ser felizes ao lado dessa pessoa.
A ideia surgiu de uma memória afetiva cheia de carinho: meus tios, Ermelinda Marques e Patrick Muller. Ela, paraense de Cametá. Ele, francês de Paris. Moram em São Paulo, mas a ponte aérea do afeto entre a Amazônia e a metrópole nunca se quebrou. Nos reencontros em Cametá ou em visitas a São Paulo, sempre havia uma palavra que se destacava no meio dos sorrisos e abraços: “Mon Amour”. Era assim que o Patrick chamava minha tia. Com aquele sotaque francês doce e preciso. E todos nós, de tanto ouvir, começamos a repetir. Virou piada interna. Virou carinho compartilhado.
Com o tempo, essa expressão foi se infiltrando no meu cotidiano. E quando eu chegava em casa procurando pelo Daniel, o chamava assim, meio brincando, meio sentindo:
“Mon Amour!”
Até que um dia, em meio a um desses momentos leves, senti vontade de transformar esse gesto em canção. Cantei: “Mon Amour, esse canto é pra você”
E percebi que havia ali o começo de algo especial.
Fui construindo a melodia com o mesmo cuidado que se constrói uma história de amor: com doçura, verdade e intenção. E assim nasceu “Mon Amour”, uma canção que fala de entrega, desejo de permanência e da beleza que é encontrar no outro um lar.
Não é só uma homenagem ao Daniel. É uma celebração a todos os “Mon Amours” que existem por aí, entre risos, gestos simples, sotaques diferentes, mas um mesmo sentimento: o de querer estar junto e fazer disso uma poesia.
Porque, no fim, o amor é isso:
Um canto.
Um chamado.
Um apelido que vira música.
E uma música que vira abraço.


